11º Dia: A Rainha do Céu no Reino da Divina Vontade, nos primeiros anos de sua vida na terra, forma uma aurora esplêndida para fazer surgir nos corações o dia suspirado da luz e da graça

A alma à menina Rainhazinha:
Aqui estou novamente ao lado do seu berço, Mãezinha
Celestial. Meu pequeno coração está fascinado por sua beleza; e não sei como
remover meu olhar de uma beleza tão rara. Que doce é o seu olhar! Os gestos de
suas mãozinhas me chamam para abraçá-la e apertar-me ao seu Coração, ardente de
amor. Santa Mãezinha, dê-me as suas chamas para queimar a minha vontade. Desta
forma, eu a posso contentar, vivendo junto da Senhora na Divina Vontade.
Lição da Rainha do Céu:
Minha filha, se soubesse como meu pequeno Coração maternal
se alegra em vê-la ao lado do meu berço para me ouvir!
Eu me sinto com os fatos Rainha e Mãe porque, tendo você por
perto, não sou uma Mãe estéril, nem uma Rainha sem povo; mas tenho a minha
querida filha que me ama tanto e que me quer cumprindo o ofício de Mãe e
Rainha. Portanto, você é portadora de alegria para sua Mãe; muito mais se vem
ao meu colo, para ser ensinada por mim, a viver no Reino da Divina Vontade. Ter
uma filha que quer viver junto comigo neste Reino tão santo é para sua Mãe a
glória, uma honra, a maior festa. Então, preste atenção em mim, minha querida
filha, e continuarei narrando as maravilhas do meu nascimento.
Meu berço estava cercado por Anjos, que competiam para
cantar canções de ninar para mim, como sua soberana Rainha. Uma vez que fui
dotada de razão e ciência infusa em mim pelo meu Criador, fiz meu dever de
adorar com minha inteligência, e também com meu balbuciar infantil, a
Santíssima e adorável Trindade. E tanto foi o ardor de meu amor em direção à
Majestade tão santa que, sentindo-me enfraquecida, fiquei delirante, querendo
me encontrar nos braços da Divindade para receber Seus abraços e dar-Lhes o
meu. E assim, os Anjos – sendo meus desejos ordens para eles – me levaram; e,
levando-me em suas asas, conduziram-me nos braços amorosos do meu Pai
Celestial. Oh! com quanto amor as Pessoas Divinas me esperavam! Eu vim do
exílio; e as pequenas pausas de separações entre mim e Eles foram causa de
novas chamas de amor; Eles preparavam os dons para me dar. Encontrei novos
meios para pedir piedade e misericórdia para os meus filhos, que, vivendo no
exílio, estavam sob o flagelo da justiça divina; e, dissolvendo-me inteiramente
em amor, dizia-Lhes: “Trindade adorável, sinto-me feliz, sinto-me Rainha, nem
conheço o que seria infelicidade e escravidão! Ao contrário, por seu Querer que
reina em mim, tenho tantas alegrias, felicidade, que, como sou pequena, não
posso abraçá-las todas. Mas com tanta felicidade, há uma veia de intensa
amargura dentro do meu pequeno Coração: sinto meus filhos infelizes, escravos
de suas vontades rebeldes. Piedade, Pai Santo, piedade! Faça minha felicidade
completa; faça felizes estes filhos infelizes que carrego, mais que Mãe, em meu
Coração materno; faça o Verbo Eterno descer sobre a terra e tudo estará de
acordo! E não descerei dos seus joelhos paternos sem me dar o rescrito da Graça
de uma maneira que eu possa trazer aos meus filhos as boas novas de Sua
Redenção.”
A Divindade se comoveu por minhas orações; e, me culminando com novos dons, as Pessoas Divinas me disseram: “Retorne ao exílio e continue
suas orações. Estenda o Reino da Nossa Vontade em todos os seus atos e, a seu
tempo, a contentaremos.” Mas não me disseram quando ou onde desceria.
E então, eu parti do Céu apenas para cumprir a Divina
Vontade. Este era para mim o sacrifício mais heroico; mas eu o fiz de bom
grado, de modo que Essa tivesse um domínio total sobre mim.
Agora, ouça-me, minha filha: quanto sua alma me custou, até
amargurar-me o imenso mar das minhas alegrias e felicidades! Cada vez que você
faz a sua vontade, se torna uma escrava, e sente sua infelicidade. E eu, sua
Mãe, sinto no meu Coração a infelicidade da minha filha. Oh! como é doloroso
ter filhos infelizes e como você deve levar no coração o fazer a Divina
Vontade, vendo que eu cheguei até a deixar o Céu para que minha vontade não
tivesse vida em mim.
Agora, minha filha, continue me ouvindo. O primeiro dever em
todos os seus atos é adorar seu Criador, conhecê-Lo e amá-Lo. Isso a coloca na
ordem da Criação, e você reconhece Aquele que a criou. Este é o dever mais
sagrado de toda criatura: reconhecer sua origem.
Agora, deve saber que meu ir ao Céu, descer, orar, formava a
aurora ao meu redor, que, expandindo-se em todo o mundo, cercava os corações
dos meus filhos para que à madrugada seguisse o amanhecer, para fazer brilhar o
dia sereno da aparição do Verbo Divino sobre a terra.
A Alma:
Mãezinha Celestial, ao vê-la, apenas recém-nascida, dar-me
lições tão santas, estou encantada e entendo o quanto me ama, a ponto de se
tornar infeliz por minha causa. Santa Mãe, que me ama tanto, faça que a
Potência, o amor, as alegrias que a inundam, desçam em meu coração. Assim,
preenchida, minha vontade não encontre lugar para viver em mim e, livremente
ceda seu lugar ao domínio da Divina Vontade.
Pequena flor:
Hoje, para me honrar, fará três atos de adoração ao seu
Criador, recitando três “Glória ao Pai” para agradecê-Lo por quantas vezes tive
a graça de ser admitida na Sua presença.
Jaculatória:
Mãe Celestial, faça surgir a aurora da Divina Vontade na
minha alma.